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No mês do Dia Mundial do Idoso, Brasil ainda deixa muito a desejar

  16/10/2018
  12:59
  Atualizado em 08/08/2019 11:32

O tempo é um ponto de vista.

Mário Quintana

  

O Estatuto do Idoso, lei nº 10.741, foi publicado em 1º de outubro de 2003, coincidindo com a data do Dia Mundial do Idoso, celebrado nos demais países.

Em linhas gerais, o Estatuto visa estabelecer as obrigações da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público para assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência.

Apesar de 15 anos passados desde sua publicação, muito infelizmente, podemos dizer que as políticas públicas, o investimento e a educação voltados para a proteção e valorização do idoso em nosso País ainda deixam muito a desejar.

O Índice Global AgeWatch, estudo levantado em 2014 e 2015, pelo Centro de Pesquisa do Envelhecimento da Universidade de Southampton, da Inglaterra, avaliou diferentes dados sobre a qualidade de vida dos cidadãos acima de 60 anos, em 96 países.

 

Foto: Istoé

              Idosa no Brasil. Foto: Istoé

O AgeWatch Index apontou que um terço das nações não consegue oferecer qualidade de vida àqueles que passaram dos 60 anos, um contingente, naquela época, de mais de 900 milhões de pessoas.

Governos e sociedade falham ao oferecer renda, saúde, segurança e transporte adequados, foi o que concluiu o documento, produzido com a mesma metodologia aplicada pelas Nações Unidas para a construção do Índice de Desenvolvimento Humano.

Segundo o mesmo estudo, a Suíça lidera o ranking de melhores países para os idosos, seguida de perto pela Noruega, Suécia, Alemanha, Canadá, Holanda, Islândia, Japão, Estados Unidos e Reino Unido.

Idosos na Noruega. Foto: https://marcioantoniassi.wordpress.com/2014/10/01/brasil-aparece-em-58o-no-ranking-de-qualidade-de-vida-para-idosos/

 

O Brasil, que ocupa posição geral mediana, em 56º lugar, ganha de locais como Paraguai (69º), Venezuela (76º) e Afeganistão(96º), este último, o pior país para pessoas com mais de 60 anos.

O pior aspecto para os idosos brasileiros, porém, é a categoria "ambiente favorável", que faz o País despencar para o 87º lugar. De acordo com o estudo, a razão para isso são as taxas, abaixo da média regional, de "satisfação com segurança" (28%) e "acesso a transportes públicos" (45%).

O país sul-americano com melhor colocação é o Chile, em 21º lugar. O Uruguai (27º), a Argentina, em (31º), a Colômbia (36º), o Equador (44º), o Peru (48º) também têm posições melhores que a do Brasil.

A ANPPREV tem orgulho de dizer que seus associados idosos seguem contribuindo com sua atuação diuturna em defesa dos direitos e interesses dos Procuradores Federais ativos e aposentados.

  

Referências:

https://www.uai.com.br/app/noticia/saude/2014/10/01/noticias-saude,191476/levantamento-com-96-paises-indica-que-um-terco-deles-nao-oferece-quali.shtml

http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/82502-cnj-servico-saiba-quais-sao-os-direitos-do-idoso

https://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,suica-e-o-melhor-pais-do-mundo-para-idosos--diz-estudo,1758699

 


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