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Ações afirmativas

Profissionais da AGU falam da importância do Dia Internacional da Mulher


Data da publicação: 08/03/2010



O Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta segunda-feira (08/03), simboliza a luta para diminuir as discriminações e as violências que muitas mulheres ainda sofrem nos dias atuais, em várias partes do mundo. Na Advocacia-Geral da União (AGU), quase metade do quadro funcional é composto por esse gênero, mostrando paridade de oportunidades. Hoje, elas são 4.629, o que corresponde a 46,5% do total de servidores.

"Mais do que uma conquista feminina, a participação da mulher no mercado de trabalho passou a ser uma necessidade nos dias atuais. Cada vez mais, as mulheres são responsáveis por uma grande parte do orçamento familiar, quando não todo. Apesar disso, ainda é visível a diferença existente entre homens e mulheres, especialmente em cargos mais elevados. Entretanto, é inegável o crescente espaço conquistado pelas mulheres que, com sua postura conciliatória e sua sensibilidade, têm desempenhado com maestria todas as atribuições que lhe são conferidas", analisou a Ouvidora-Geral da AGU, Mariana Rodrigues Silva Melo.

Nesta segunda-feira, o mundo inteiro dedica-se à reflexão sobre a situação de crescente conquista de espaço pelas mulheres e sua importância no processo civilizatório. Devido às discriminações ainda existentes, que ainda excluem as mulheres das tomadas de decisão, do acesso ao conhecimento, à formação e, consequentemente, ao emprego e aos salários melhores, essas discussões são fundamentais.

A data de 8 de março foi instituída em 1975, pelas Nações Unidas, para lembrar conquistas sociais, políticas e econômicas obtidas pelo gênero feminino. Remete a um episódio ocorrido em 1857, quando operárias de uma fábrica de tecidos fizeram uma grande greve em Nova Iorque, onde trabalhavam, para reivindicar melhores condições de trabalho.

Mulheres da AGU

Eliane Santos, vigilante que trabalha na AGU por 12 horas consecutivas em dias alternados, acredita que as conquistas na área profissional representam a maior parte do avanço da mulher dentro da sociedade. "Eu acho que a mulher evoluiu bastante. Nós éramos submissas e hoje isso mudou muito, principalmente pela autonomia financeira", afirmou. Mesmo destacando uma maior participação da mulher nos dias atuais, Eliane admite a sobrecarga imposta às mulheres. "Apesar de ter avanços, nós temos que ser mães, donas de casa e ainda trabalhar fora com jornada tripla", disse.

Para Juliana Sahione Mayrink Neiva, coordenadora-geral da Escola da AGU, houve uma evolução, nos últimos anos, em relação ao papel da mulher no ambiente de trabalho. Segundo ela, há espaço, em especial no serviço público, para crescimento profissional e reconhecimento do trabalho desenvolvido, independente de discriminações por diferenças de gênero.

"Acredito que, alcançado esse posto, a mulher geralmente tem que trabalhar dobrado para `justificar` sua presença, para `provar` que efetivamente adquiriu esse cargo exclusivamente em razão do seu trabalho e desempenho profissionais", comentou Juliana. A carreira vem aceitando muito melhor a presença do público feminino em seus quadros, disse ela, "mas creio que ainda precisamos evoluir em alguns pontos", completou.

Quanto ao papel de chefe, Juliana afirma estar convicta de que o "instinto maternal e familiar" da mulher auxilia no tratamento diário da equipe, reduzindo as formalidades inerentes ao ambiente de trabalho e permitindo, por vezes, um contato mais amigável e fraternal com os colegas.

Gabriela Coutinho, estagiária recém chegada na Assessoria de Comunicação, ressaltou que a criação de um dia específico para homenagear as mulheres fortalece a luta pela igualdade de direitos e oportunidades . "Essa data é importante porque ressalta uma característica própria da mulher, que é ser guerreira, forte. Hoje a mulher consegue ocupar posições de destaque em várias áreas da sociedade", afirmou.

A Secretária-Geral de Contencioso, Grace Maria Fernandes Mendonça, aproveitou a data para mandar uma mensagem às profissionais da AGU: "Parabenizo todas as mulheres, neste dia simbólico, pela dedicação e sensibilidade com as quais conduzem sua vida profissional. O fruto de tamanha força de vontade se traduz no sucesso reconhecido pessoal e profissionalmente. Às servidoras, advogadas e procuradoras os meus votos de contínuo êxito".

Hélia Bettero, Procuradora-Geral da União, destacou que o desafio é constante e a compatibilização das diversas atividades que envolvem o dia a dia impõe uma instigante cota extra, contudo repleta de parcerias encontradas em todos os momentos. "As equipes de servidores e advogados da União nos estimulam a estar sempre prontas para atuar de forma ágil e ao mesmo tempo habilidosa, conciliando os diversos interesses e explorando os potenciais, sejam pessoais ou profissionais. O respeito à mulher profissional no âmbito da AGU tem sido repleto de estímulos e boa acolhida, pois os colegas homens são parceiros, amigos, além de muito competentes, sempre nos estimulando a enfrentar as adversidades e a ultrapassar as batalhas jurídicas diárias, que não são poucas", afirmou. A PGU tem sete mulheres em cargo de chefia e 17 substitutas.

Primeira PGFN

Já a Procuradora-Geral da Fazenda Nacional, Adriana Queiroz, primeira mulher a chefiar o órgão, lembrou a diferença de desafios em relação aos profissionais do sexo masculino. "Conciliar os dois papéis, de profissional e mãe/esposa, é difícil e um verdadeiro desafio. Por outro lado, a compreensão e a cumplicidade da família são fundamentais. Entre erros e acertos vou buscando meu equilíbrio", disse. "De todo modo, ao longo de anos de convivência com os colegas e autoridades do Ministério da Fazenda e da Advocacia-Geral da União sempre me senti acolhida e respeitada. Agora não é diferente", destacou.

Sobre ser a pioneira no gênero como chefe da PGFN, para ela é parte de um processo natural, que já vem ocorrendo há algum tempo, tanto no serviço público como na iniciativa privada. "Tenho conhecimento, até mesmo pelas palavras carinhosas e incentivadoras que recebi de colegas por ocasião da minha nomeação, de como foi importante uma mulher chegar ao cargo de Procuradora-Geral. Contudo, acredito que, mais importante do que ter uma Procuradora-Geral, é ter sempre profissionais comprometidos com a instituição".

Às mais jovens, ela recomenda a constante busca pela capacitação, fator decisivo para chegar onde quer que seja. "O mundo está mudando e devemos nos preparar para as possibilidades que se tornam reais e concretas todos os dias. Só depende de nós mesmas", concluiu.

Bruno Lima/Letícia Verdi Rossi

 

http://www.agu.gov.br/sistemas/site/TemplateImagemTexto.aspx?idConteudo=128284&id_site=3

Fonte/Autor: AGU.


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